SALES






An other day shopping. 

Today in all this I only spent 16 euros!
The off price of theese articles was much lower than the "real" price.That's really great for us ! Right ?...
Monday, shopping again.
Nice weekend for all of you :)
Tomorrow I'll post pics of some of my favourite outfits.
Till then ;)

Have a very fashion thrusday !





Herbert Tobias

artwork: Herbert Tobias: In memoriam an einen wunderbaren, unvergesslichen Menschen: Peter, Berlin 1957 © Berlinische Galerie / VG Bild-Kunst, Bonn 2008

Herbert Tobias is among the most important German photographers of the post-war period. He first became known for his unconventional fashion photography in Paris and Berlin in the 1950s and 60s. Today, he is famous above all for his atmospheric photographs of cityscapes, his subtle portraits and his erotic images of men. Tobias’ photographs are full of poetry, sensuality and suggestive power.
Beyond this, Tobias repeatedly appears as a homosexual artist: he never disavowed his erotically charged gaze on men, but flaunted it openly. In a time in which homosexuality was still a criminal offence he therefore took a political stand, too.










ModaLisboa Transfusion - Day II


Dia 7 de Outubro foi o II dia da ModaLisboa, Transfusion, e para além de V!ITOR, que já referi no post anterior estiveram no palco do Pátio da Galé, no Terreiro do Paço :
-Ricardo Preto ás 19 horas
-Luís Buchinho ás 20 horas
-Cia Marítima ás 21 horas
-Ana Salazar ás 22 horas

Ricardo Preto - Gostei bastante desta coleção, e gostei ainda mais da ideia conceptual de que o acto de vestir é um acto de entretenimento, não só para quem veste mas para quem observa.

O humor presente nos padrões criados por Claúdia Effe, é notório, apesar de alguns deles não serem totalmente do meu agrado.
"Camuflagem surreal. As plantas. Os olhos. Os foguetões. Hieróglifos para : A organização natural. Armas da magia. Fantasias pueris " por Ricardo Preto. Esta frase traduz a ideia conceptual dos padrões utilizados.

Gostei bastante do jogo entre a geometria das formas e o "peso" dos tecidos, sempre leves e fluídos, ora a evidenciar, ora a esconder brincando na geometria do corpo. Tudo em tons pastéis, flúores e tons primários.

"All that is is a metaphor... I believe somebody said that before me"  by Robert Anton Wilson


Luís Buchinho - Com influência do universo Greco-Romano, reinterpretado por  Luís Buchinho ganhou drapeados que contornam a silhueta feminina,  curto e o longo coexistindo em saias fluídas ou estruturadas. Casacos de inspiração masculina, coexistem também com drapeados,  para um look muito cosmopolita e actual.
Pormenores minuciosos em croché e corda completam os looks.
 

 Cia Marítima - O estilo despojado, e chique doa biquinis, fatos de banho e peças "pós-praia" é aliado a cores vibrantes, como flúores, cor de laranja, amarelo e rosa, tecidos texturados, estampados geométricos, e padrões de riscas, detalhes em croché, e aplicações,  conferindo assim ás peças um look boho-chic.
Coleção do designer Raphael Falci.

 






 
 Ana Salazar -  A ideia conceptual que o corpo é uma superfície em construção, e de que o vestuário cria uma nova representação do mesmo, agradou-me, pois em algumas das peças os "alicerces" destas fora deixados á vistas, e interrompidos. A joalharia era muito bonita, magnificos colares em cobre que adornavam todo o colo, e enriqueciam bastante o aspecto geral do look.
Foi pena a sensação de já ter visto estas peças antes (nomeadamente as peças "recortadas").
Mas toda a produção do desfile e o styling estavam realmente perfeitos.

ModaLisboa Transfusion - V!TOR

No segundo dia da ModaLisboa, o primeiro desfile foi V!tor, no LAB. Gostei de toda a parte conceptual da colecção do designer,  e do facto de as peças vestirem ao mesmo tempo homens e mulheres.
O conceito centrava-se na personificação das peças que normalmente não é explorada, e que direccionou toda a colecção, por isso foi notável a conexão entre o autor e o desenvolvimento do processo de design.
Gostei também do jogo de cores, texturas e padrões, da colecção,e do facto de estas serem provenientes de peças do guarda rupa do seu autor, conjugando-as com a sua interpretação de si mesmo, e do seu estilo de vida "aciganado" como o próprio refere.
"Acrescentando histórias de sua vida, estas peças de roupa, vídeos, textos e imagens, estas peças de roupa são uma aproximação real ao verdadeiro "Eu" por traz do trabalho."- acerca de RROM Primavera\Verão 2012.

Adorei a linha de joalharia, que reinterpreta a caneta BIC, da edição especial do 60 anos da marca - Cristal Celebrate-  criando pendentes com estas.
Resumindo, gostei, mas espero ver mais trabalho deste designer, para poder assim concluir algo acerca deste.
Aqui ficam algumas imagens deste desfile realizado nos Paços do Conselho :








Aqui o designer - Vitor Bastos 













Fukuko Ando

Como já referi, estou a estudar na área têxtil, assim como designer de eleição não posso deixar de referir Fukuko Ando, pelo seu trabalho tanto ao nível técnico, que é absolutamente incrível, como ao nível mais profundo das suas criações, sempre muito expressivas, e recheadas de sensações, e sentimentos a estas associados.
Admiro o seu trabalho técnico, e o seu modo de "trabalhar" cada tecido, e a forma como este "molda" o corpo, de modo a que este transmita todas aquelas sensações que falei anteriormente, tanto pela sua forma, como pelas cores e principalmente, pela textura do tecido.
O toque, um dos cinco sentidos, transmite por vezes mais emoções que o olhar, e o poder das criações de Fukuko é que para perceber a textura e os sentimentos associados a esta, nem é preciso tocar realmente na peça. O olhar e "toque", ou melhor a textura , que eu apesar de nunca ter "tocado" numa peça sua consigo identificar e até imaginar como é o "toque" ,  ambos acontecem numa simbiose perfeita em que damos por nós a falar em textura, mas que apenas é perceptível através do olhar.
Aqui deixo algumas imagens do trabalho desta designer :





Design de Moda - Arte ?

Com a chegada de " Os Burgueses" ao mercado, surgiu em mim uma dúvida - O design de Moda Comercial é positivo, ou torna-se vulgar ?. Bom esta questão é bastante delicada, mas tudo o que vou escrever provem da minha opinião pessoal, e de certos parâmetros que penso serem indispensáveis quando se procura fazer arte.
Considero algum design de moda, arte, mas a maior parte dele não passa de bonitas peças de vestuário.
A minha definição de arte é muito complicada, porque talvez não exista uma só definição de arte. Mas quanto ao design de moda, não considero arte um bonito tailleur, ou uma bonita saia. Considero arte aquela peça única, que expressa algo,  que fala, que grita. Não sei como identifico uma dessas peças, julgo que seja algo emocional, que não consigo identificar a sua origem, mas sinto. Muitas vezes o que sinto também não é algo qualificável, mas existem peças, tal como pinturas ou esculturas, que me gritam sentimentos. Ninguém estranharia se eu achasse "Guernica" de Picasso uma obra de arte, que o é sem dúvida, mas quando "ouso" qualificar uma peça de um designer de moda, arte, á quem nunca o aceite.
Se eu disser que quando olhei para o Guernica, chorei, muitos acreditarão e até acharão nobre tal sensibilidade, mas se eu "ousar" dizer que chorei ao olhar um conjunto, ou uma peça de um designer de moda, muitos se rirão de mim, e de tal "tolice".
 As pessoas são assim, ridicularizam a moda como se fosse algo inferior, quando na realidade apenas a ridicularizam por terem medo que os outros pensem que são inferiores.
Assim concluo que não é o facto do designer ser Comercial que tira valor á peça, ou ao designer, mas sim o conteúdo desta.





Alexandra Moura

"Natural de Lisboa, onde nasceu em 1973, forma-se no IADE, especializando-se posteriormente em Projectos de Design de Moda.
Entre as suas participações em diversos acontecimentos de moda, das Manobras de Maio ao Portugal Fashion 97, com passagens pelas Mostras de Jovens Criadores, representando Portugal na 1a. Bienal de Jovens Criadores dos Paises Lusófonos, Alexandra Moura colabora nos gabinetes de design de Ana Salazar e José António Tenente. "
Este foi apenas o principio da brilhante carreira de Alexandra Moura.
Descobri esta designer portuguesa, num livro inglês, "The Atlas of Fashion Designers".  Apenas assim comecei a pesquisar mais sobre Alexandra e aí é que me apercebi da grandeza, e internacionalização da sua carreira como designer de moda .
 Tornei-me uma grande admiradora do seu trabalho, tanto a nível estético como ideológico, e é dos poucos designers portugueses que , pessoalmente, conjugam estes dois factores. Porque muitas vezes  um casaco é bonito, mas por traz não existe nada, é oco, e eu não considero isso arte, porque a arte não pode de maneira alguma ser oca. Mas esse é um tema que tratarei num outro post.
Alexandra Moura é presença assídua na Moda Lisboa, e esta é apenas mais uma das razões que me levam a querer estar presente neste evento.
De seguida estão alguns dos mais belos designs, de Alexandra Moura :

a designer